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Archive for Novembro, 2009

Stop!

Estou tão abandonada
Mergulhada na minha própria dor
Dor que ninguém sabe
E que eu divido comigo mesma
Muitas vezes através das palavras
Numa tentativa inútil de fazer isso parar..

by Nath Souza

Quem ligava se estavamos cobertos de areia?

Nós dois, correndo e brincando na areia da praia.
Fazia uma linda noite. Nem quente e nem fria, a temperatura ideal.
A brisa do mar batendo no meu rosto e balançando meus cabelos.
O céu limpo, com a lua cheia iluminando minha face e as estrelas se refletindo nos meus olhos.
As ondas leves em um mar convidativo nos levaram até ele.
A água morna batendo no corpo em uma agradável maneira de nos dar as boas vindas.
Sorriamos feito crianças descobrindo algo novo, e talvez estivessemos mesmo: o amor.
Jogávamos água um no outro como se isso pudesse deixar marcas daquele momento tão especial.
E a felicidade era tanta que parecia poder explodir a qualquer momento com o quebrar das ondas.
Eu corria pra fora do mar, não fugindo, mas como um convite para se aproximar.
E ele entendeu perfeitamente, como se estivessemos ligados por algo, e me seguiu numa corrida pela areia.
Enquanto corria, eu olhava pra ele em um mode de provocação, o que o fazia correr ainda mais rápido.
Mais um pouco e ele me alcançou, me pegou em seus braços e me girou no ar por alguns segundos.
Me abraçou, se atirou na areia comigo e rolamos um trecho até pararmos com ele por cima de mim.
Nossa respiração estava ofegante e os corações acelerados.
Quem ligava se estavamos cobertos de areia?
Diante dos meus olhos eu tinha a imagem perfeita: o homem que eu amava, com a lua de fundo a nos abençoar.
E era com o rosto dele na mente que eu estava quando ele me beijou….

by Nath Souza

Quem precisava de palavras?

Estava em um lindo lugar, muito verde, árvores aos montes, céu azul, um belo sol, pássaros cantando e o som do rio correndo de encontro ao mar.
Corriamos feito crianças, eu na frente e ele tentando me pegar. É claro que ele me alcançou, e eu desde o começo sabia que isso era apenas uma questão de
tempo, só não sabia o momento exato. Caimos os dois no chão e mantivemos nossos olhares fixos um no outro, até que ele sorriu e não tinha como não sorrir
também, e o tempo parou.

Ficamos ali deitados na grama, alguns momentos olhando pro céu, mas a maior parte do tempo olhavamos um pro outro e eu daria
tudo pra saber o que ele pensava. Eu fazia questao de gravar cada detalhe na minha mente, mesmo tendo certeza de que eu nunca poderia esquecer esses
preciosos momentos. Ainda me olhando fixamente, ele tocou meu rosto. Eu no mesmo instante fiquei vermelha, e de impulso escondi meu rosto no peito dele,
foi ai que eu pude ouvir um som perfeito: as batidas do coração. Então eu pude sentir que o meu batia no mesmo ritmo, como se tivessem sido programados.
Quem precisava de palavras?

Ele segurou minha mão e entrelaçamos nossos dedos. Eu congelaria aquele momento se pudesse. Mas algo muito estranho
começou a acontecer e eu podia sentir uma força que tentando nos separar. Nos afastavamos cada vez mais e chegou o momento em que nossas mãos eram
as unicas coisas que ainda nos mantinha fisicamente ligados. Eu fazia todo esforço que podia pra manter minha mão segurando a dele, até que a força
aumentou e nossas mãos se soltaram, junto com a dor da separação que me invadia.

E foi ai que eu acordei…

Obs.: Desculpem pela ausência…problemas.

by Nath Souza

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