Patricia Barboza
Escritoras Teens: Como é ser uma escritora em “começo” de carreira?
O escritor em começo de carreira tem o grande sonho de ver suas
histórias publicadas e atingir o maior número de leitores possível.
Alguns tem muita sorte de ter sucesso logo com o seu primeiro livro,
como por exemplo, a autora do Crepúsculo.
Mas nem sempre funciona assim… como dizia um ex-professor, é feito
de “sangue, suor e lágrimas”. É um tanto exagerada essa
afirmação dele, mas resumindo tudo isso, é preciso muita força de
vontade, não se abalar com os nãos recebidos pelo caminho, estudar
bastante e nunca deixar de escrever. O treino constante é primordial
para a melhora do texto.
Muitas editoras temem investir num autor desconhecido, por isso a
dificuldade inicial. Cabe aí a criatividade, ou seja, encontrar meios
de divulgar o trabalho por blogs, por exemplo.
Escritoras Teens: Quais as dificuldades que você enfrenta?
Como no momento sou autora independente, encontro dificuldades de
divulgação e distribuição dos livros. E também de ter que dividir
meu tempo com outras tarefas que não são de literatura. Ainda não
consigo viver financeiramente de direitos autorais, então faço um
trabalho paralelo na área de Internet para financiar a publicação
dos meus livros. Para uma pessoa física, é um investimento alto, mas
em nenhum momento fiquei arrependida dessa iniciativa. Outros ganhos
muito mais importantes que o financeiro são agregados: conhecer
pessoas, o contato com os leitores, os recados carinhosos de quem se
identifica com os meus livros, as palestras que realizo nas escolas e
a participação nas feiras literárias. Como diz aquele comercial –
não tem preço!
Escritoras Teens: Na sua opinião, o que um livro precisa pra ser bom?
Depende do objetivo. No meu caso, para o público juvenil, é
necessário que a história seja envolvente e que mostre a realidade
dos jovens. Se eles não se identificarem, vão desistir da leitura
logo nas primeiras páginas. Os adolescentes estão em um mundo de
descobertas: amor, sexualidade, amizade, carreira, festas, aceitação
do próprio corpo, relacionamento familiar. Eu, particularmente, gosto
de mencionar essas coisas, procurando dar um tom de humor no texto,
pois se levarmos tudo de forma mais leve, com certeza viveremos
melhor.
Escritoras Teens: No livro “Os quinze anos de Carol”, você fala do começo de tudo, e
que vários meninos entraram em contato. Como foi isso, e essa relação com os meninos,
já que tecnicamente os livros são voltados pro público feminino?
Realmente foi um espanto receber tantos e-mails de garotos. Um em
particular, de Brasília, relacionava mais de 30 perguntas sobre
menstruação! E tantos outros pediam conselhos para conquistarem
aquela garota tão especial do colégio… se pensarmos bem, eles
foram bem espertos! Sabendo comofunciona o “mundo das garotas”,
eles vão conseguir sucesso nas investidas, não é mesmo?
Escritoras Teens: O que você diria as para pessoas, que como você, também querem ser
escritores? (algumas dicas também)
Existirão barreiras, dificuldades e inveja também. Sempre quando a
gente corre atrás da realização de um sonho encontramos dois tipos
de pessoas: aquelas que vão nos ajudar e aquelas que vão querer
puxar o nosso tapete. Sobre o segundo tipo de pessoa, elasempre vai
existir… Você é quem decidirá o valor e importância que vai dar para ela.
Veja a linha editorial que quer seguir e procure estudar o que outros
estão fazendo. Analise o que gosta, o que não gosta, compare com
escritores consagrados. Leia bastante. Escreva bastante. Faça
contatos. Faça cursos. E o mais importante: Acredite no seu potencial
e nunca, em hipótese alguma, desista do seu sonho.
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Banda Mixtape
Conversei com a Pris, que foi uma fofa e gentilmente respondeu algumas perguntas para o "Escritoras Teens"!Escritoras Teens: Todas vocês sempre quiseram ter uma banda ou o sonho surgiu depois? As três já haviam pensado nisso, mas antes da Mixtape quem mais sonhou com isso fui eu. Desde os 13 anos já compunha algumas coisas e sonhava um dia gravar um cd. Morando em Cascavel, no interior do Paraná, não encontrei pessoas com quem pudesse formar uma banda, e aos poucos fui desistindo do sonho e me ocupando com outras preocupações. Vim pra Curitiba e somente quando estava quase formada em Relações Internacionais, inclusive trabalhando na área, conheci a Helen e a Rê e as coisas foram se encaixando de forma quea Mixtape surgiu super espontaneamente. Escritoras Teens: Como surgiu o nome da banda? Mixtape é o nome dado às gravações de uma seleção de músicas preferidas de um DJ, artista ou mesmo pessoa, feitas em fitas cassete e levadas para tocar em festas ou clubes antes da invenção do cd. Por isso achamos que seria um nome forte. Além disso, quem escutar o cd inteiro da Mixtape, entenderá que nosso som é um "mix" em vários sentidos. Além de ser muito difícil de rotular por ser uma mistura de muita coisa e estilos que curtimos, uma faixa é bastante diferente da outra, ainda que dentro de um mesmo contexto. É um "mix" mesmo. Escritoras Teens: Como é ser uma banda só de mulheres? Existe preconceito? O preconceito pode existir, mas se existe é velado. Ninguém diz isso pra gente. Hahaha. Acho que o preconceito se revela através da curiosidade que as pessoas demonstram em nosso trabalho ao nos verem subir no palco ou ao olharem a capa de nosso cd. As pessoas se assustam um pouco diante de uma banda de mulheres, por ser algo novo. Mas se podemos chamar isso de preconceito, ele é interessante e atua em nosso favor. Rs. Escritoras Teens: Qual o recado que vocês querem passar com as musicas da Mixtape? O cd "O Tormento do Tempo", com lançamento previsto pra 20-30 de junho, discute muito a questão da importância do tempo em nossas vidas e de como tudo acontece ou deixa de acontecer em função dele. Depois de compostas as 10 músicas do cd, notamos que mesmo aquelas que falam sobre relacionamento envolvem o tempo, que na sociedade atual é um tormento pra todos! Isso reflete a fase atual de espírito da banda. Temos muitas idéias mas por falta de tempo, não conseguimos executar todas elas. Corremos o dia todo lutando contra ele e buscamos respostas que dependem dele. Escritoras Teens: Mesmo pra quem quer viver de musica, vocês acham importante ter uma outra profissão, ou como no seu caso cursar uma faculdade? É relativo. Querer viver de música nem sempre significa poder fazer isso. Quanto mais tempo e trabalho você dedica a algo, mais facilmente terá resultados,no entanto pra bancar um sonho e realizar um bom trabalho, é preciso algum investimento. Gravar um cd, investir em equipamento, pagar estúdio de ensaio e uma infinidade de outras coisas necessárias pra que as pessoas conheçam e gostem do seu trabalho, exigem que a banda consiga pagar esses custos de alguma forma.Assim, muitas vezes ter outra profissão auxilia nesse sentido. Escritoras Teens: Quando não estão fazendo shows, o que curtem fazer nas horas "vagas"? Quando sobra um tempo geralmente vamos a algum parque, assistimos filmes ou vamos a algum bar com os amigos. A Hel é super família, então geralmente passa o domingo com a família que mora aqui em Curitiba, diferente da minha família e a da Rê, que são de longe. Escritoras Teens: Como é o dia a dia de uma banda? Corrido, rs. No nosso caso que somos independentes, cuidamos de todos os setores da banda. Criação, ensaio, fotos, divulgação, vídeos, entrevistas, viagens, shows, atualização de material online e físico, planejamento, tudo passa e fica entre nós. Agora estamos tendo que terceirizar alguns serviços, porque não estávamos mais tendo tempo sequer pra ensaiar com tanta coisa pra fazer.Não é fácil, mas o resultado é muito compensador. Escritoras Teens: Em relação as criticas, como veem isso? Sabemos que faz parte. Quando você expõe seu trabalho o público, o expõe pra pessoas que irão gostar, mas também o faz pra pessoas que irão detestá-lo. É natural. Ninguém agrada a todos, infelizmente. Nem a Madonna e o U2, que são alguns dos mais cotados e amados do mundo da música pop internacional. Escritoras Teens: Quais outras bandas vocês curtem? Curtimos muito 80's, indie rock, pop/rock, electro rock. Pra citar algumas bandas, pensaria em No Doubt, Pink, Pato Fu, The Cranberries, entre outros. Escritoras Teens: Se pudessem escolher uma banda brasileira pra tocar no mesmo show, qual seria? Pato Fu. Adoramos a banda! São sempre inovadores e irreverentes. Sem contar que mesmo depois de toda a fama conquistada, seguem mantendo uma humildade invejável, são uns queridos! Escritoras Teens: Qual o maior sonho de cada uma? Nosso sonho é o mesmo, e talvez por isso a banda venha crescendo tanto. Queremos poder viver de música e queremos ser reconhecidas pelo trabalho que fazemos. Escritoras Teens: O que dizem pra quem sonha, assim como vocês, montar uma banda? Sigam seus sonhos e lutem por eles. Só assim eles se tornarão realidade. Muito esforço e dedicação somados ao carinho que você terá por tudo que faz, trarão bons resultados. by Nath Souza
Resultado 



Gostei muito!